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Article de périodique

Fiche mise à jour le 10 mai 2018

Evitação e proibição do incesto: fatores psicobiológicos e culturais

En bref

Auteurs : Francisco Wilson Nogueira Holanda Júnior
Périodique : Psicologia USP
Numéros : vol. 28, nº 2, ISSN 0103-6564 (En ligne)
Dates : Date de publication: 08/2017
Etendue : pp. 287-297
Liens internet : DOI

Description

Titre :

Evitação e proibição do incesto: fatores psicobiológicos e culturais

Résumé :

Resumo Embora historicamente a regulação proibitiva do incesto seja considerada um fenômeno cultural quase universal que não é influenciado por fatores psicobiológicos relativos à história evolutiva da espécie humana, evidências recentes têm questionado essa visão tradicional e defendido que a evitação e a proibição do incesto são influenciadas biológica e cognitivamente com a cultura. Este artigo objetiva desenvolver uma discussão teórica acerca da inibição e proibição do incesto, enfatizando os mecanismos evolutivos subjacentes a esses fenômenos. Argumenta-se a existência de mecanismos endógenos que evoluíram porque inibem a atividade sexual entre parentes próximos e que formam a base para regular socialmente a proibição do incesto (mecanismo exógeno). Destaca-se o efeito Westermarck, no qual a proximidade de pessoas que vivem juntas desde a infância provoca uma aversão ao intercurso sexual entre elas. A ausência de propensão ao incesto e sua proibição institucional constituem uma complexa integração entre fatores psicobiológicos e culturais.

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Bien que, historiquement, le règlement prohibitif de l’inceste est considéré comme un phénomène culturel presque omniprésente pas influencé par des facteurs psychobiologiques liés à l’évolutionniste de l’histoire de l’espèce humaine, des preuves récentes ont contesté ce point de vue traditionnel et fait valoir que la prévention et la prohibition de l’inceste sont influencées biologiquement et cognitivement le long à la réglementation culturelle. Cet article vise à développer une discussion théorique sur l’interdiction et la prévention de l’inceste, mettant l’accent sur les mécanismes de l’évolution sous-tendent à ces phénomènes. On fait valoir l’existence de mécanismes endogènes qui ont évolué car ils inhibent l’activité sexuelle entre proches parents et qui forment la base de l’interdiction formulée culturellement de l’inceste (mécanisme exogène). L’effet Westermarck est mis en évidence, dans lequel la proximité des personnes qui vivent ensemble depuis la petite enfance déclenche une aversion pour les rapports sexuels entre eux. L’absence de propension à l’inceste et son interdiction institutionnelle représentent une intégration complexe entre les facteurs psychobiologiques et culturels.

Mots-clés libres (FR) :

General Psychology

Détails

Langue : portugais
Numéro de fiche : 72
Source : CrossRef: 2018-05-04
Type de fiche : Article de périodique
Création : 04/05/2018
Dernière modification : 10/05/2018
Statut WordPress : Publié